Digite software livre, na busca por Educação

March 21, 2010, by Valessio Brito - No comments yet

Com os programas de código aberto, professores e alunos aprendem mais e melhor. Áurea Lopes

Estão postos, hoje, dois grandes desafios para o efetivo avanço da Educação básica no Brasil. O primeiro é quebrar a resistência de muitos professores – a maioria vinda de faculdades onde pedagogia não rima com tecnologia – em aceitar os computadores como seus assistentes na missão de formar cidadãos autônomos. O segundo é mostrar, aos professores já dotados dessa compreensão, que existe vida inteligente além do Windows.

A rejeição – medo? – ao computador vai sendo vencida, meio na marra, porque os professores não podem mais se negar a viver no mundo dos seus alunos. Ou porque começa a ficar difícil preparar aulas e provas sem uma pesquisa na internet. Mas ainda há muito a ser feito quando se trata do uso do software livre (SL), hoje um  privilégio de poucos. E não porque os programas de código aberto e acesso gratuito sejam produtos inacessíveis ou inviáveis tecnicamente. Ao contrário. Estão à mão, na web, nas máquinas enviadas pelo governo federal às escolas públicas, disponíveis para serem usados, adaptados para qualquer tipo de aplicação educacional. E sem que se gaste um centavo.
O problema é que muita gente não sabe disso. A começar pelos responsáveis por assinar os diplomas dos educadores. Em um levantamento realizado no ano de 2008,  com 23 instituições de ensino superior, em cursos de Pedagogia, Matemática e Letras, pouco mais de 10% dos currículos trazia Informática Educativa como disciplina obrigatória. Os dados, coletados por Sinara Duarte, pesquisadora de novas tecnologias da educação com ênfase em software livre, mostram também que apenas um curso de Matemática abordava SL; e apenas um curso de Letras abordava SL, dentro da disciplina de Fonética. “Muitos docentes se formam sem conhecer o uso pedagógico do computador e muito menos do software livre”, conclui Sinara.

É um absoluta incoerência, na opinião do professor Frederico Gonçalves Guimarães, coordenador do projeto Software Livre Educacional, utilizar um programa proprietário em Educação: “Educar significa preparar para a autonomia. E no mundo proprietário acontece o inverso, o usuário é dependente do dono da tecnologia”. O professor explica que o SL é educativo por essência: “Você pode abrir, mexer, ver como funciona. É um aprendizado, vira um laboratório”.

Outro benefício é que esses programas podem ser alterados e adaptados para as necessidades sempre que necessário, sem o usuário ter de pagar por isso, sem precisar esperar que o dono da tecnologia lance no mercado uma nova versão do produto. Por exemplo: a comunidade responsável pelo pacote de aplicativos de código aberto BrOffice já adaptou o seu corretor de textos às novas regras ortográficas do português, enquanto o Microsoft Word em português não tem prazo para ser atualizado. Guimarães cita ainda o caso da Suécia, país que tem três idiomas, um dos quais de pouca abrangência. “Os programas proprietários só contemplam os dois idiomas principais. Então eles adotaram o Linux e desenvolveram as aplicações no terceiro idioma”, conta o professor.

Além da liberdade de usar, a liberdade de copiar faz muita diferença – e gera significativa economia – nos projetos de âmbito público. Na cidade de Passo Fundo (RS), a distribuição Linux Kelix – Kit Escola Livre foi instaladas nas escolas da rede municipal. Marinez Severis, coordenadora de Informática Educativa e do Plano de Desenvolvimento Escola, da secretaria municipal de Educação, conta que a primeira reação dos professores foi de má vontade. “Eles estavam acostumados com o Windows. Mas depois que conheceram a ferramenta livre, adoraram. Porque era possível fazer muitas coisas, além da facilidade de copiar os programas, levar pra casa, instalar onde fosse. Acabou aquela amarra de ter que comprar uma licença para cada máquina ou a situação constrangedora de piratear”, diz Marinez.

“Para que o software livre se difunda no ambiente escolar, falta apenas aculturação”, alerta Peterson Danda, consultor em SL e especialista em implantação do Linux Educacional. Ele compara: “Mudar  do programa proprietário para o livre não é nada diferente de mudar do Windows XP para o Vista. É tudo diferente, mas você aprende. E quem começa já no SL não tem mais dificuldade do que quem começa em proprietário”.

Uma vez ultrapassada a barreira do desconhecimento, os resultados são animadores. A professora de matemática Lilian Ribeiro leciona na escola estadual Luciana de Abreu, em Porto Alegre (RS), que participa do projeto federal Um Computador por Aluno (UCA). Em 2007, a escola não tinha sequer laboratório de informática. Em 2008, chegou o notebook XO, onde estava instalado o programa Etoys, livre e gratuito (disponível no site www.squeakland.org), que estimula o raciocínio lógico e a criatividade.

“Eu nunca tinha mexido em um computador. Muitos alunos nunca tinham visto um computador. Aprendemos todos juntos”, lembra a professora, que usa o Etoys para alunos desde a 2ª série do Fundamental. “As crianças têm dificuldade de fazer abstrações. O software me encantou pela possibilidade de trabalhar os conceitos abstratos”, acrescenta. Lilian revela, orgulhosa, que, depois da chegada dos computadores à escola, alunos de 3ª e 4ª séries do Fundamental passaram a se interessar por SL a ponto de participar, nos dois últimos anos, dos fóruns especializados realizados em Porto Alegre.

Nem tudo são flores
No Brasil, um entrave sério à disseminação do software livre educacional é a questão do idioma. Existem milhares de aplicativos na web, mas poucos em português. Com essa preocupação, um grupo de educadores criou, em 2008, o projeto Software Livre Educacional, que funciona por meio de uma rede social aberta. O professor Guimarães explica que a proposta é organizar documentação e fazer tradução de SL, devolvendo o conteúdo como um valor agregado para o desenvolvedor: “Assim ele pode incorporar ao pacote e todo mundo será beneficiado”.

Dentro do projeto, foi traduzido o programa GCompris, que tem mais de cem aplicativos disciplinares, de caráter predominantemente lúdico. Ou seja, bastante adequado para uso na educação básica. “Nosso trabalho não é ensinar como usar o programa, qual tecla deve ser apertada. Mas sim ensinar o que o professor pode fazer com o Gcompris dentro da classe”, esclarece Guimarães. Em parceria o projeto Texto Livre, que dá suporte linguístico a comunidades de SL, foi feita, no ano passado, a tradução do Tuxpaint, programa para trabalho com imagens. “Fizemos a tradução dos carimbos para o português e ainda gravamos vozes de crianças brasileiras”, conta Daniervelin Renata Marques Pereira, coordenadora do Texto Livre, integrado por alunos do curso de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais.

A pesquisadora Sinara Duarte reconhece que cresceu o interesse das comunidades de programadores sobre SL – um exemplo disso são as distribuições Edubuntu, Kelix, Pandorga, Ekaaty, entre outros, todos já traduzidos. No entanto, ela fez uma pesquisa no banco de dados Scielo (www.scielo.org), biblioteca virtual que abrange periódicos científicos, e verificou que, entre os mais de 220 mil artigos catalogados, havia apenas quatro, em português, referindo-se ao uso do software livre na educação. “Temos um longo caminho a trilhar...”, avalia Sinara.

http://sleducacional.org
www.textolivre.org



Cooptado ao mundo livre

Um exemplo típico de aculturação ao mundo do software livre é o professor Luiz Carlos Neitzel, integrador de tecnologias do Núcleo de Tecnologia Educacional de Joinville (SC). Ele lecionou Educação Física por 12 anos, sempre com um olho na informática educativa. Em 2004, com a chegada do primeiro Linux Educacional nos equipamentos do ProInfo, ele “foi obrigado” a usar o SL: “Naquela época, não era tão fácil. O Linux ainda dependia de comandos, não era tão amigável”. Em 2008, com a versão 2.0, Neitzel começou a descobrir que podia fazer, no Linux, o mesmo que fazia no Windows.

“Tem aplicativos com recursos até mais estáveis, além de ser mais seguro – o que, em um ambiente escolar, é muito importante porque a garotada vai clicando, sem medo. Aí, se tiver um vírus, simplesmente não abre”. O professor aponta, ainda os pacotes gratuitos de excelente qualidade: “É só baixar. No mundo proprietário, os melhores programas são pagos”, ressalta.


NOVO Linux Educacional


O Ministério da Educação lançou, este ano, a versão 3.0 do sistema operacional Linux Educacional, que vem em todas as máquinas do ProInfo, programa do governo federal para fomentar o uso pedagógico da informática nas escolas públicas. Em ambiente gráfico KDE, a nova versão, mais estável, mais amigável, é baseada na distribuição KUbuntu 8.04. Traz atualizações de pacotes de aplicativos como o Desktop, a EduBar, a Ferramenta de Busca, o Repositório Debian de Conteúdos e o Live-CD. Para fazer o download. É importante ter um programa para gravação do arquivo em um CD como imagem ISO. Pode ser usado, por exemplo, o K3B. Após a gravação, o CD se torna um Live CD. Ou seja, o usuário pode testar o Linux Educacional sem precisar instalar no computador.

http://webeduc.mec.gov.br/linuxeducacional

 

Fonte: http://www.arede.inf.br/inclusao/edicao-atual/2134-na-escola



Ensinar com Internet

March 21, 2010, by Valessio Brito - No comments yet

Confira o site EducaRede dicas e práticas de como ensinar com Internet na Sala de Aula.

 

Textos e Artigos

Atualidades, reflexões e experiências sobre Educação e Internet.

 

Projetos e Atividades

Sugestões práticas para o professor desenvolver com os alunos.

Recursos e Ferramentas

Opções gratuitas disponíveis na Internet para você aproveitar.

Oficinas de Formação

Propostas de oficinas para ensinar a explorar os recursos da Internet.



Guia de Software Livre para Escolas, Alunos e Professores

March 21, 2010, by Valessio Brito - No comments yet

Da autoria de Nelson A. F. Gonçalves e com edição do Centro de Competência ERTE de Viseu  da Escola Superior de Educação de Viseu, este guia abrange 10 áreas essenciais da utilização de software, a saber: sistemas operativos, educacional e académico, imagem, Internet, multimédia, produtividade, publicação, segurança e utilidades.

guia

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Uso da tecnologias aplicadas à educação

March 14, 2010, by Prof. Amaleide - One comment

A tecnologia está cada vez mais presente na vida das pessoas. No trabalho e em casa, os computadores já foram batizados de janelas para o mundo por facilitar o acesso à informação e ampliar as possibilidades de comunicação. Na escola, eles ainda podem aumentar o potencial criativo e garantir mais autonomia a professores e alunos. Mas será que é isso mesmo que está ocorrendo em nosso país? Para conhecer mais sobre a real utilização das máquinas e da internet nas redes públicas de Ensino Fundamental e Ensino Médio, o Centro de Estudos da Fundação Victor Civita (FVC), junto com o Ibope e o Laboratório de Sistemas Integráveis da Universidade de São Paulo (LSI-USP), fez uma pesquisa com 400 escolas de 13 capitais.

Com patrocínio da Abril Educação, do Instituto Unibanco e do Itaú BBA, o estudo comprovou que há cada vez mais infraestrutura nas escolas, mas falta formação para professores e gestores. Se por um lado, 98% dos entrevistados afirmam ter computadores funcionando nas escolas, 18% admitem que o laboratório de informática nunca é utilizado. “Ainda estamos longe de explorar as novas tecnologias como ferramentas a serviço do ensino e da aprendizagem dos conteúdos escolares”, resume Angela Dannemann, diretora executiva da FVC.

Para chegar lá, é necessário investir em planejamento, em todos os níveis:

• As redes, além de garantir a infraestrutura necessária, têm de incluir as chamadas tecnologias da informação e comunicação (TICs) nas matrizes curriculares.

• As escolas precisam incorporá-las a seus projetos pedagógicos.

• Os cursos de capacitação em serviço devem ser revistos e passar a oferecer atividades ligadas diretamente aos conteúdos aliadas às ferramentas informáticas.

• E cabe aos professores aplicar tudo isso em cada uma das disciplinas.

Os números do estudo confirmam o constante crescimento do acesso às novas tecnologias, como mostram os dados do Censo Escolar, realizado anualmente pelo Ministério da Educação com informações sobre o número de computadores e laboratórios de informática, bem como as formas de acesso à internet (confira alguns dos indicadores na tabela ao lado). Além disso, o levantamento aponta caminhos para melhorar as condições de uso dessas máquinas a serviço da aprendizagem dos alunos. “Agora, em vez de pensar em ‘tecnologias voltadas para a Educação’, temos de mudar o foco para uma ‘Educação com tecnologia’”, resume Regina Scarpa, coordenadora pedagógica da FVC e de NOVA ESCOLA. Nesta edição especial, as propostas de ação foram divididas em três grandes blocos: infraestrutura, formação e planejamento.

Na reportagem sobre infraestrutura, você entende por que o investimento nesta área é essencial para garantir um uso mais eficaz dos equipamentos (para 43% dos entrevistados, a falta de máquinas é o principal entrave para colocar os alunos trabalhando com os computadores). E vai conhecer a experiência de uma cidade em que todos os estudantes têm laptops que se conectam à internet graças uma rede sem fio – ou seja, podem trabalhar em qualquer local da escola.

O segundo bloco explora a importância de lutar por uma boa formação de professores e gestores. Finalmente, a terceira parte revela como o ato de planejar faz toda a diferença para garantir que os estudantes efetivamente aprendam



A Rádio Web Ultra Jovem esta no AR!

March 3, 2010, by Valessio Brito - No comments yet

RUJ - Rádio Web Ultra Jovem, Ouça AGORA: RUJagora o SESI Candeias conta com uma transmissão on-line de uma programação educacional produzida pelos alunos e professores da escola SESI Candeias. Faça parte de nossa comunidade, participe com comentários sobre nossa programação e conteudo. Colabore e Compartilhe Conhecimento para que nossa Rádio fique cada dia mais forte!
Clique na imagem e acesse!



[A Rede] Florianópolis capacita cem professores e introduz o rádio como recurso didático

March 3, 2010, by Valessio Brito - One comment

ARede nº53 novembro 2009 - No final de outubro, foi ao ar o primeiro programa de rádio da estação E Já, produzido pelos alunos e professores do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Com o lançamento amplamente divulgado na mídia, o trabalho é de autoria dos próprios alunos e envolve muitas pesquisas em jornais, revistas e internet. Além de promover o aprendizado da leitura, interpretação e escrita, o projeto cria um espaço para alunos, professores e comunidade discutirem idéias e se posicionarem sobre diferentes assuntos da atualidade.

A estação E Já faz parte do projeto Rádio na Escola que, com três anos de atividade, já capacitou cem docentes em nove instituições de ensino fundamental e médio da rede pública da cidade. “Achei muito legal nossa primeira gravação” escreveu, no site da emissora, o aluno Diego de Oliveira, participante da rádio E Já. “Não vejo a hora de fazer o próximo programa.” A ideia de usar a mídia rádio como um canal para a construção de conhecimento, priorizando o trabalho de autoria dos alunos resultou no projeto Rádio na Escola, desenvolvido pelo Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) da Secretaria de Educação da Prefeitura de Florianópolis.

A assessora pedagógica do NTE e responsável pelo projeto Rádio na Escola, Suleica Fernanda Biesdorf Kretzer, não se surpreende: ela garante que, em três anos de atividade,  o projeto conquistou todos os estudantes do quinto ao nono ano do ensino fundamental nas escolas beneficiadas, além dos participantes do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos.

Com 40 horas de treinamento, os cursos de formação de docentes costumam analisar as funções, características e objetivos da mídia na sociedade. Nessas sessões, são discutidos temas referentes ao uso pedagógico da mídia e formas da linguagem jornalística utilizada pelas emissoras de rádio. Recentemente, foram convidados alguns jornalistas especializados para conversar sobre a profissão e se estabeleceram parcerias entre rádios comunitárias e escolas da região. O próximo passo será produzir uma rádio online.

“Trata-se de um exercício importante para o desenvolvimento da autonomia e a construção da cidadania”, explica Suleica, do NTE. Tudo começou quando o núcleo detectou a importância do rádio entre jovens e adolescentes da região e propôs adaptar para o rádio o conteúdo programático  abordado pelos professores em sala de aula, respeitando as peculiaridades de cada unidade escolar.

As rádios nascem a partir do interesse de dois ou mais professores, que passam a ter a assessoria do NTE no desenvolvimento de sua formação teórica e prática, até o momento em que o grupo escolar achar necessário. Depois da implantação dos projetos, o NTE continua prestando assessoria aos professores e gestores das escolas, esclarecendo as dúvidas e propondo novas metodologias.

Além da programação que vai ao ar, cabe aos alunos organizar o projeto dentro de suas instituições de ensino e promover seu alinhamento com a comunidade. As definições do conteúdo, temas e vinhetas são frutos da interação da equipe. No entanto, as funções de marcar entrevistas, selecionar as músicas, apurar as informações, gravar, editar e divulgar os  programas na escola e na comunidade fazem parte das tarefas dos alunos.

Nem sempre essas atribuições são realizadas com a desenvoltura necessária. Os participantes reconhecem e buscam superar suas limitações, de forma leve e prazerosa, com o apoio dos professores. O tom da voz e a maneira como falam durante a gravação, por exemplo, muitas vezes os incomodam e, na maioria dos casos, acabam refazendo os programas inúmeras vezes, até alcançarem o padrão de qualidade desejado. Além do desenvolvimento de habilidades em pesquisa, apuração e produção de texto, o projeto permite aos alunos conquistar visibilidade na região em que atuam, pois começam a ser percebidos como os responsáveis pela rádio. Isso contribui para melhorar a autoestima, especialmente de alunos que não apresentam um bom desempenho em sala de aula.

Os programas costumam ser transmitidos em alguns colégios, durante o período de recreio ou, ao vivo, na cobertura de algum evento importante. Apenas poucas escolas investiram na criação de um pequeno estúdio ou na compra de uma simples caixa de som. Em geral são aproveitados o ambiente e os computadores já existentes nas salas informatizadas, que contam em média com 20 equipamentos. Os programas são gravados em microfones dos próprios computadores, o áudio é editado pelo software livre Audacity e a difusão é por podcast e em websites. A maioria dos temas abordados são pesquisados e divulgados pela internet. Para promover a interação com a comunidade, os alunos lançam mão de blogs e wikis, onde são apresentados pesquisas, fotos e vídeos e onde se avaliam as percepções, críticas e sugestões dos ouvintes.

http://www.pmf.sc.gov.br/nte/radio.html

 

Fonte: http://arede.inf.br/inclusao/edicoes-anteriores/152-edicao-no53-novembro-2009/2437-premio-arede-2009-setor-publico-radio-na-escola